Por: Convergência Digital
AES Atimus disputará mercado corporativo com as teles
Apesar de continuar tendo a oferta de infraestrutura para as operadoras e prestadores de serviços como o principal foco de atividade, a AES Atimus, novo nome para a empresa que reúne a AES Eletropaulo Telecom e a AES Com Rio, decidiu, em função da forte demanda, vender capacidade diretamente para o mercado corporativo.
Expectativa é de que a nova unidade venha a representar até 20% da receita da empresa, revelou Teresa Vernaglia, diretora-geral da empresa.
"Passamos da etapa de sermos apenas uma carrier das carriers para sermos uma provedora de soluções de alta performance para o mercado corporativo. Há demanda. E o nosso diferencial será agilidade. Vamos ativar links rapidamente porque a qualidade virou obrigação", afirmou a executiva à imprensa, nesta terça-feira, 30/11, na capital paulista.
A empresa, que desde 1998 já aportou quase R$ 400 milhões em infraestrutura, prevê, agora, com o novo modelo investir mais R$ 400 milhões até 2015. E não descarta atuar além dos domínios do Rio de Janeiro e São Paulo.
"Se for objetivo do nosso negócio podemos ir além e contratar capacidade de terceiros, especialmente, da Telebrás, quando ela tiver uma rede nacional, mas neste momento, para expansão de rede próprio o nosso objetivo e ampliar a nossa cobertura própria - dos 21 municípios atuais. Em 2011, por exemplo, 3 novas cidades terão a nossa infraestrutura já no primeiro trimestre", disse Teresa Vernaglia, sem no entanto, revelar os nomes das localidades.
Hoje a rede da AES Atimus possui uma estrutura de 5,5 mil quilômetros de rede 100% em fibra ótica, a qual ela classifica como uma das maiores em termos de região metropolitana. No mercado corporativo - que hoje já representa entre 10% a 15% da receita da companhia - que fechou em R$ 203 milhões em 2009 - os mercados-alvo são as verticais de saúde, call center e data center, onde a empresa já atua, mas quer aumentar a sua participação. Para isso, a aposta está na oferta de banda larga ultrarrápida, com links de alta velocidade. Mas a maior demanda, assume Teresa Vernaglia, ainda está em links de 2 Mbits.