Em uma realidade convergente, onde a demanda por informações em tempo real se torna cada vez mais presente nas corporações, tecnologia chega para suprir a necessidade de conectividade.
Em uma realidade convergente, onde a demanda por informações em tempo real e o elevado volume de dados se tornam cada vez mais presentes no dia-a-dia das corporações, uma tecnologia chega para suprir a necessidade de conectividade. O Metro-Ethernet - solução otimizada para o transporte de dados em redes WAN (Wide Area Network) - chegou ao Brasil há pouco mais de dois anos e hoje já é a primeira opção dos gerentes de TI na hora de decidir pela tecnologia para interligar as redes locais (LANs).
O crescimento e a importância desse mercado ficam explícitos ao analisarmos estudos realizados. Segundo dados da Infonetics Research, empresa de pesquisas norte-americana, o faturamento com equipamentos Metro-Ethernet em todo o mundo foi de 4,9 bilhões de dólares em 2005, quase o dobro em relação a 2004, quando a receita gerada foi de 2,6 bilhões de dólares. A expectativa é que esse número triplique até 2009, alcançando os 15,5 bilhões ou 49 bilhões de dólares acumulados nesse período.
Todas essas perspectivas sobre a tecnologia se baseiam em um tripé formado por sua escalabilidade, flexibilidade e confiabilidade, a um preço acessível. Ou seja, esta solução permite que as companhias adquiram banda de acordo com as suas necessidades, o que não ocorre com as tecnologias mais antigas, e possibilita que isso aconteça sem a aquisição de novos equipamentos e infra-estrutura. A garantia na qualidade vem dos acordos de níveis de serviços (SLAs) previstos em contratos, chegando a 99,9%, resultado das topologias em anel Gigabit Ethernet.
A redução de custos é outro fator de vantagem competitiva do Metro-Ethernet, principalmente pela simplificação da solução e por ser aplicada diretamente sobre uma rede de fibra óptica. Diferentemente de tecnologias como Frame-Relay ou ATM, que tem excelente qualidade, mas com preços proibitivos, a solução Metro-Ethernet reduz os custos com transporte de dados em até 50%, seja numa empresa de pequeno porte, médio ou grande. Ou seja, com o mesmo gasto, essa companhia poderá enviar o dobro de informações.
A oferta de mais variedade e amplitude de banda – normalmente de 1 Mbps a 1 Gbps – atrai empresas que até então não tinham rede e nem capacidade financeira para construí-las. Companhias que utilizam vídeo-conferência, por exemplo, podem reduzir custos com encontros pessoais, interligando suas filiais à matriz com uma rede Metro-Ethernet.
As novas operadoras de VoIP (Voz sobre IP), que surgem diariamente no mercado – mais de 100 já registradas na Anatel - também devem sair beneficiadas, pois a solução viabiliza a interconexão tanto com seus clientes, como com outras operadoras. O aumento do mercado de banda larga, que cresceu 73% no país em 2005 e deve dar um salto de 48% este ano, segundo o IDC, é outro fator que pode alavancar a contratação do serviço.
Além desses segmentos de mercado, o Metro-Ethernet atende instituições do governo com redes corporativas, prefeituras, universidades, hospitais, operadoras de contact center, datacenters, empresas com necessidade de backup, dentre outras.
Três são as soluções mais encontradas no mercado: ponto-a-ponto, que interliga, por exemplo, um datacenter a determinada empresa, duas companhias ou provedores de internet; o ponto-multiponto, para unir uma matriz às suas filiais, por exemplo, e o multiponto-multiponto, no qual todos os pontos envolvidos na rede conseguem se comunicar e trocar informações.
Seguindo a premissa básica de buscar uma companhia que possa oferecer soluções competitivas de conectividade, de forma rápida e eficiente, certamente a escolha pelo Metro-Ethernet trará diversos benefícios às empresas que a contratarem.
Emerson Massato Hioki é diretor de engenharia e operação da Eletropaulo Telecom