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Banda larga por eletricidade: infraestrutura alternativa para as carriers
 

Por IP News

A Eletropaulo Telecom quer oferecer a tecnologia para mais de mil edifícios até o fim deste ano. Para o futuro, ela espera que esse negócio represente 50% do seu faturamento e a tecnologia deve evoluir na mesma proporção, com links dedicados chegando a velocidades de até 400 Mbps.


Entre novembro de 2008, quando a BPL (banda larga por energia elétrica) foi lançada pela Eletropaulo Telecom, e janeiro de 2009, 300 prédios residenciais na cidade de São Paulo, estão recebendo o serviço. Cada um deles recebe link de até 200 Mbps para ser distribuído entre os moradores, que ficam com até 2 MB para desfrutar dos serviços de internet. A intenção da operadora é lançar uma oferta dobrando o link dedicado, indo a 400 Mbps, e saltando para 5 MB por usuário.


“Essa solução está começando a crescer. Fizemos um levantamento no final de 2008, logo depois do lançamento, e constatamos que nos próximos 5 anos a BPL deve representar cerca de 50% do faturamento da Eletropaulo Telecom”, diz Rogério Antunes, gerente de desenvolvimento de negócios da operadora. “Isso, porque, teoricamente, onde passa rede elétrica da Eletropaulo também é possível ofertar a banda larga”, complementa.


Segundo ele, a Eletropaulo Telecom desenvolveu a tecnologia para ampliar a capilaridade da sua rede de fibra óptica, já ofertada desde a criação da empresa no começo desta década. “Como a BPL é uma tecnologia simétrica, é possível transformar a rede de fibra óptica no gerador de energia elétrica e a rede elétrica no gerador de banda larga”, explica. Aliás, é preciso lembrar que os 300 prédios atendidos atualmente recebem ambas as formas descritas. E a conversão de energia para banda larga e vice-versa, segundo ele, poderá ser feita, em breve, por transformadores de baixa tensão, instalados em qualquer tomada da residência do paulistano.


Modelo comercial


Enquanto os desenvolvimentos avançam nesse sentido, a Eletropaulo Telecom já trabalha como operadora de telefonia, do tipo carrier-to-carrier, ou seja, ofertando a infraestrutura para as carriers que fazem a última milha. “E nesse contexto temos clientes de todo aspecto, desde as incumbents até as operadoras de pequeno porte, que oferecem voz sobre IP”, detalha Antunes. Segundo ele, a Eletropaulo Telecom não quer manter uma estrutura comercial para atender ao usuário final com oferta de banda larga. “É mais vantajoso sermos uma operadora totalmente neutra, que não disputa o cliente, mas que pode vender infraestrutura para todas as outras que disputam”.


Infraestrutura


Na visão de Antunes, a tecnologia é promissora por ser compatível com 95% das redes elétricas do País homologadas pela Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “E tudo que é protocolo baseado em IP, como IPV6 e MPLS, a rede está pronta para trafegar, inclusive, fazendo diferenciação de tráfego de voz e imagem para uma possível oferta de triple play”, diz.


O que ele considera como uma verdade do passado, já não acontece mais: “hoje os preços dos ativos para esse tipo de rede são similares aos das redes de fibra óptica”, diz. Antunes explica que os investimentos feitos por operadores de BPL ao redor do mundo, nos últimos anos, barateou os equipamentos.


Em entrevista ao IPNEWS a Eletropaulo Telecom se demonstrou “animada” com o serviço, de modo que já projeta a sua entrada em mais de mil edifícios até o final deste ano. Aos operadores de última milha e aos usuários finais, é esperar para ver. Ou para pagar.


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