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Competência não tem sexo
 

05/12/2010 

 

'Competência não tem sexo. Teremos cada vez mais mulheres no comando'

O Estado de S. Paulo

Com 12 anos de mercado, as empresas de telecomunicações do Grupo AES Brasil AES Com Rio e AES Eletropaulo Telecom anunciaram, na última terça-feira, a união das duas companhias, dando origem à AES Atimus. O objetivo é dobrar o tamanho da operação, atualmente com faturamento

de R$ 203 milhões, nos próximos quatro anos e aumentar o atendimento ao mercado corporativo. À frente deste desafio está Teresa Vernaglia, engenheira elétrica que comanda a empresa há nove anos.

• Quais são seus desafios à frente da nova operadora

É dar foco e direcionamento maiores para a estratégia de crescimento do grupo. Criamos uma área de desenvolvimento e expansão de negócios para estruturar esse plano. Diante das projeções da economia, do mercado e dos eventos esportivos que serão realizados no País,

percebemos que era hora de a empresa se adequar a esse novo cenário. A unificação veio para coroar esse momento.

• Como a nova operadora prevê estender seu atendimento no mercado corporativo

Uma das primeiras ações é a expansão do portfólio de produtos. Entendemos que o mercado é muito grande, demanda infraestrutura e havia espaço para a empresa crescer. Nós reorganizamos a área comercial e temos uma projeção de que nossa força de trabalho aumente 20% em 2011. Queremos expandir tendo uma equipe dedicada e estruturada. Entre as novidades, está o

fato de que vamos interligar nossas redes entre o Rio e São Paulo e lançar nossa rede de IP.

• O setor de telecomunicações é conhecido por ter muita pressão. Como você lida com isso

A pressão é 24 horas por dia e obviamente isso é internalizado na operação. A forma de administrar esse cenário é tendo uma comunicação clara e transparente na organização. Os funcionários devem saber para onde a empresa está indo e como ela vai alcançar esse objetivo para que o colaborador se sinta parte da companhia. Apesar da pressão, ele tem que se sentir compensado de alguma forma,

então nós trabalhamos para que os funcionários tenham reconhecimento individual.

• Em um momento no qual as lideranças femininas estão em destaque, como avalia seu papel como líder feminina

É bom ter mais mulheres nos cargos de liderança. Esse é um movimento irreversível, porque pesquisas mostram que temos hoje mais mulheres estudando e com mais tempo de estudo do que os homens. Eu acredito que competência não tem sexo e que vamos ter cada vez mais mulheres em posições de comando. / Ligia Aguilhar/Espe ciai para o Estado.


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