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Internet via rede elétrica agita as teles e o setor de energia
 

Por DCI

 
Tecnologia de acesso à internet pela rede elétrica já está sendo testada por AES, Cemig e Copei, que criaram empresas de telecomunicações

A permissão concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na última semana, para a oferta de internet de alta velocidade (por banda larga) via rede de energia elétrica, conhecida como Power Line Communications (PLC), começa a mexer com os interesses das empresas de telefonia e de energia do País. A AES Telecom, do grupo AES Eletropaulo, que já investiu cerca de R$ 20 milhões em seu projeto de testes para o PLC, por exemplo, já anuncia negociação com três operadoras de telefonia, e aposta em que seu produto já estará disponível na prateleira de alguma delas até o fim deste ano.

Na mesma linha, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) também realiza testes por meio de seu braço de telecomunicações, a Copel Telecom, com previsão de investir cerca de US$ 400 milhões no próximo ano.A Infovias, empresa de telecomunicações do grupo Cemig, começou os testes do PLC em 1999 e, em 2002, conclui que a operação seria positiva.

Nicolas Maheroudis, diretor de projetos de PLC da AES Telecom, explica que os projetos para testar a tecnologia de internet via rede elétrica começaram no fim de 2007, em cerca de 20 prédios residenciais em Moema, na capital paulista. Em 2008, a companhia expandiu a amostra para cerca de 300 imóveis, e afirma que está em fase de conclusão de resultados. "A finalidade agora é explorar o mercado das operadoras, finalizar os testes, o processo de homologação [de equipamentos] e colocar esses 300 prédios no mercado", disse o executivo.

Maheroudis não revela os investimentos previstos para a nova tecnologia daqui para a frente, mas adianta que está otimista. "Não posso falar de números, mas estamos acompanhando a demanda das operadoras. Vamos crescer em função dos casos de sucesso da região e dos nossos parceiros e clientes", afirmou.

Em São Paulo, onde deve ser lançado o primeiro produto da AES Telecom em parceria com uma operadora, a companhia disponibiliza 2.400 km de fibra ótica instalada. No Rio de Janeiro, onde atua com a marca AES Com, são cerca de 2.300 km. No primeiro semestre deste ano, AES Eletropaulo Telecom e a AES Com anunciam faturamento de R$ 99,8 milhões, um crescimento de 35% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Assim como a AES Eletropaulo, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), também já atua com seu braço de telecomunicações, a Copel Telecom, há mais de dez anos. Segundo Orlando César de Oliveira, gerente do departamento de comercialização de serviços de telecomunicações da Copel, a companhia fez seu primeiro teste da tecnologia PLC em 2001, com equipamentos de primeira geração (1G) que, apesar de não serem os mais adequados, apresentaram indícios de qualidade da tecnologia. "O teste já apontava para oportunidade de uso da rede elétrica para acesso à internet", explicou Oliveira.

Plano de negócios

Desde então, a companhia passou cerca de quatro anos observando a evolução desta tecnologia e, em 2007, retomou o projeto de PLC, que foi dividido em três fases. A primeira delas com um teste de tecnologia, seguido de um teste comercial, para depois ser elaborado um plano de negócios para oferta do serviço.

A primeira etapa, iniciada em fevereiro deste ano, está em desenvolvimento na cidade de Santo Antônio da Platina, no Norte do Estado do Paraná. "O teste tem dois objetivos: atualização em relação à tecnologia do PLC e dos equipamentos envolvidos, e aquisição de know-how de implantação da tecnologia", revelou o responsável pela área na Copel Telecom.

O testes, que estão em processo de análise em 15 áreas da cidade (onde estão conectados cerca de 750 consumidores), demandaram investimentos de R$ 1 milhão. Para a segunda etapa, a dos testes comerciais, devem ser contemplados de 3 mil a 10 mil clientes, no próximo ano, sendo que o orçamento ainda encontra-se em aberto. Já a terceira fase, a do plano de negócios, também prevista para 2010, envolve aportes de cerca de US$ 400 milhões.

O programa de investimentos da Copel para o ano de 2009 foi de R$ 1,1 bilhão, dos quais R$ 16,6 milhões foram destinados à divisão de telecomunicações. A Copel Telecom está em mais de 200 cidades do Paraná, com uma rede de fibra ótica de aproximadamente 7.000 km e cerca de 700 clientes corporativos na carteira.

A Infovias, do grupo Cemig, depois da conclusão dos testes iniciais, em 2002, detectou o potencial da tecnologia. "Vimos que a tecnologia tinha um potencial para solução de acesso à internet de alta capacidade", disse Wanderley Maia, gerente de engenharia da Infovias. A companhia estacionou os testes até a aprovação oficial da Aneel, e está em processo de discussão sobre a viabilidade do projeto com a própria Cemig. A Infovias tem 3.500 km de redes de fibra ótica, em 25 cidades de Minas Gerais.

As concessionárias de energia elétrica AES, Copel e Cemig largaram à frente na disponibilização de infraestrutura para permitir o acesso à internet de alta velocidade via redes de energia (PLC), regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última semana. A AES Telecom, do grupo AES Eletropaulo, que já investiu cerca de R$ 20 milhões em seu projeto de testes para o PLC, está em negociação com três operadoras de telefonia e aposta em que seu produto estará disponível na prateleira de alguma delas até o fim deste ano.

Mais ambiciosa, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) também faz testes por meio de seu braço de telecomunicações, a Copel Telecom, com previsão de investir cerca de US$ 400 milhões no próximo ano.

A Infovias, empresa de telecomunicações do grupo Cemig, começou os testes do PLC em 1999, concluindo, em 2002, pela viabilidade da operação. E agora retoma a implantação do projeto.

Nicolas Maheroudis, diretor do projeto de PLC da AES Telecom, não revela os investimentos previstos para a nova tecnologia daqui para a frente, mas adianta que está otimista. "Vamos crescer em função dos casos de sucesso da região e dos nossos parceiros e clientes", afirmou.

Enquanto isso, a Siemens IT Solutions and Services fechou negócio na Alemanha, tornando-se sócia majoritária da empresa de energia renovável Energy 4U. Com isso, a Siemens IT se consolida no setor de energia inteligente, conhecido pelo termo inglês smart grid, obtendo know-how em soluções para gerenciamento de dados e intercâmbio de informações. "Hoje a Siemens é a única empresa que atua tanto em TI como em energia", afirmou o gerente-geral de Marketing Fernando Simões.

Aproveitando a regulamentação da nova tecnologia, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou ontem o projeto de lei que modifica a legislação sobre a arrecadação do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). A proposta estabelece multas e juros para as empresas de telecomunicações que não recolherem, ou atrasarem o pagamento da contribuição.


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