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Oferta de serviços só em 2010
 

Por Jornal do Commercio PE Online

Apesar da regulamentação da internet via tomada, deve demorar um pouco até que os primeiros serviços de banda larga pela rede elétrica estejam em funcionamento. De acordo com informações da Aneel, a previsão é que as primeiras ofertas surjam somente no ano que vem, sendo bem possível que os internautas da eletricidade só apareçam em 2011.

Em Pernambuco, então, a PLC deve demorar ainda mais a aparecer. Se é que a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) vai mesmo querer disponibilizar seus cabos de energia para que empresas de internet ofereçam o serviço, ou se ela mesma vai querer criar uma subsidiária para entrar no mercado de comunicações. Em nota oficial, a empresa diz apenas que está conduzindo estudos de viabilidade técnica para a utilização da PLC.

Ainda segundo a nota, a Celpe conduziu testes em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mas acredita que “ainda são necessários estudos e testes para consolidação da tecnologia, a fim de torná-la confiável para utilização comercial”. A Celpe não revelou o resultado de seus testes, nem como seria um possível modelo de negócios para o serviço.

No fim do ano passado, a Celpe chegou a informar que estava conduzindo testes de PLC aplicado na medição remota de consumo residencial de energia na cidade de Pedras, a 232 quilômetros do Recife. Na época, a companhia informou em nota que pretendia oferecer internet através da tecnologia.

“É difícil saber quando vai começar, porque nem mesmo as empresas sabem quando iniciarão a oferta a PLC comercialmente. O que falta é a modelagem do negócio”, comenta o o gerente de engenharia de espectro da Anatel, Marcos de Souza. Ele explica que nem a Anatel, nem a Aneel definiram um modelo de precificação, ou de oferta da banda larga pela eletricidade. “Cada prestadora de serviço vai definir o seu modelo”, diz.

No Brasil, quatro empresas já conduzem testes desde 2001 e mantêm projetos piloto no provimento de serviços de dados através da eletricidade. Entre elas, estão a AES Eletropaulo, que fornece energia para o Estado de São Paulo, a Companhia Elétrica de Goiás (Celg), a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia Paranaense de Energia (Copel), que na última segunda-feira reclamou das regras da Aneel, dizendo que o modelo impede o negócio de ser competitivo.

A Aneel determina que as concessionárias de energia analisem propostas de todas as empresas interessadas em fornecer internet pela PLC e fechem negócio com as propostas comercialmente mais competitivas, mesmo que a oferta da sua própria subsidiária não esteja entre as mais viáveis.

Em comunicado, a Aneel explica que o processo é parecido com o de uma pequena licitação, em que cada empresa faz uma oferta e a concessionária firma contrato com a melhor. Como cada energética tem um número mais ou menos limitado de “espaço” em seus fios, a Copel critica a possibilidade de uma concessionária investir numa subsidiária que terminará ficando fora do grupo de empresas prestadoras do serviço. No entanto, a agência anunciou ontem que vai rever a regra para evitar monopólios. Possivelmente, a Aneel deve incluir regras obrigando a utilização de quem quer que feche contrato com a companhia de energia.

Já a Eletropaulo, que tornou pública sua falta de interesse em criar uma subsidiária de telecomunicações, testa a PLC em três bairros da capital paulista desde 2007. A Anatel informa que caso uma concessionária, ou outra empresa de comunicação queira entrar nesse negócio, terá que obter uma licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) com a agência.

TV DIGITAL - Outro grupo que comemora a definição das regras para a PLC são as operadoras de TV digital. É que a tecnologia de transmissão de dados via energia pode ser usada como canal de retorno na tão prometida interatividade do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Isso permite que cada televisor possa se conectar à internet.



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