Oferecer tecnologias mais inteligentes, que possibilitem uma redução do custo operacional das operadoras brasileiras de telefonia, fixa e móveis, e que também satisfaçam as exigências dos consumidores por mais velocidade de acesso, é hoje uma estratégia comum aos principais fabricantes de sistemas e equipamentos de telecomunicações do país. "Trata-se de um mercado muito promissor, principalmente diante das pressões que as operadoras sofrem por diminuir seus custos, obter maior retorno dos investimentos em infraestrutura e melhorar a qualidade dos serviços prestados aos clientes", avalia Herberto Yamamuro, presidente da NEC Brasil.
Segundo ele, a empresa aposta numa oferta de arquitetura convergente de sistemas de voz, transmissão e comutação, que suporte tanto a telefonia tradicional quanto a migração para o novo mundo da tecnologia IP (Internet Protocol). "A NEC já tem soluções inovadoras para as redes de terceira geração baseados na tecnologia W-CDMA, que começam a ser implantadas no Brasil, e se prepara para trazer soluções para redes 4G, baseadas no novo padrão LTE (Long Term Evolution), atualmente em desenvolvimento no Japão, Estados Unidos e Europa, capazes de transmitir informações a velocidades acima de 150 Mbps", conta. No Brasil, a implantação do conceito LTE nas redes de telefonia depende ainda de liberação de freqüência pela Anatel.
De qualquer forma, o aumento do tráfego, tanto nas redes fi-
conexoes como nas redes móveis, de acordo com Luciana Paillo, vicepresidente da subsidiária brasileira da Ericsson, é o grande impulsionador do movimento de migração dos sistemas de telefônica para o mundo IP. "As centrais analógicas das redes tradicionais tiveram que ser modernizadas, adaptadas e otimizadas para atender as novas exigências dos usuários. Essas centrais se transformaram em redes digitais, e esse movimento contou com forte participação da Ericsson, desde o fornecimento de equipamentos para estações radio-base, passando pela infra-estrutura de acesso até backbone da rede", diz ela.
Para atender à corrida das operadoras com vistas a cumprir as metas de universalização da Anatel, inclusive o cronograma de licenciamento das redes de terceira geração, a Ericsson está ampliando sua produção de módulos eletrônicos para estações radio-base 2G/3G, equipamentos de transmissão e para o core (núcleo) da rede, da fábrica da companhia em São José dos Campos, em São Paulo. "O objetivo é su
portar o crescimento do mercado, tornar-se cada vez mais competitiva e preparar a empresa para o futuro", diz Luciana. A Ericsson, indica a executiva, acredita que as redes GSM e 3G continuarão em expansão e que os serviços gerenciados, para otimização de custos, ganharão espaço entre as operadoras.
No caso das redes móveis, a Alcatel-Lucent também está decidida a se engajar no desenvolvimento do novo padrão de rede LTE, reaproveitando os vultosos investimentos realizados ao longo das duas últimas décadas em redes 2G/3G GSM/UMTGS e CDMA/EVDO, que possibilitam infinitas conexões wireless (TV de alta definição, sistemas de monitoramento remoto, jogos eletrônicos on line com diversos jogadores, até monitoramento de frotas). Como no Brasil isso a não será uma solução imediata, por falta de regulamentação, a empresa investe no desenvolvimento de estações radio-base miniaturizadas para desafogar o tráfego do sistema de telecomunicações em áreas bastante complicadas, como aeroportos e prédios comerciais nas cidades, informa
Roberto Arella, gerente de produtos wireless da Alcatel-Lucent.
A empresa expandiu seu portfólio para redes sem-fio para que as operadoras de telefonia móvel ofereçam serviços 3G CDMA e criem possibilidades futuras para implantar o conceito LTE (LongTerm Evolution) na mesma infraestrutura de rede. Segundo a empresa, seus produtos Converged RAN (Rede de Acesso por Rádio) suportam a oferta de uma ampla variedade de novos serviços móveis em banda larga, com baixo consumo de energia e emissão de carbono, reduzindo consequentemente os seus custos operacionais.
Quanto às redes fixas, segundo Reinaldo Gonçalves, gerente de produtos, a Alcatel-Lucent é hoje um grande fornecedor de sistemas para modernização das antigas redes TDMA. A empresa investe também na implementação de fibra óptica para levar internet não só para empresas, mas também para consumidores domésticos. A empresa concentra seus esforços na tecnologia GPON (Gigabit Passive Optical Network), considerada solução para os congestionamentos de "última milha" em ligações de banda larga. Em fevereiro, a Alcatel-Lucent iniciou uma experiência com essa tecnologia na Telefônica, visando levar fibra óptica até a casa do assinante, possibilitando acesso em alta velocidade, permitindo receber diversos canais de televisão, internet, telefonia agregada e outros serviços.
A fibra óptica, aliás, é um mercado extremamente próspero para a indústria de telecomunicações no Brasil, confia Teresa Vernaglia, diretora-geral do Grupo AES Brasil, que atua através de duas companhias, a AES Elerropaulo Telecom e AES COM. As duas empresas juntas faturaram quase R$ 170 milhões em 2008. A AES tem como foco a prestação de serviços para as operadoras de telecomunicações, o que a caracteriza como uma "carrier´s carrier". Seu principal produto é o acesso local (Last Mile) por meio da prestação de serviços de transporte de telecomunicações, que podem variar na velocidade até 2,5 Gbps, nas tecnologias SDH e Metro Ethernet. São mais de 4000 km de fibra óptica, que atendem todas as operadora; xo-móveis e de internet nos E: dos de São Paulo e Rio de Janei Dentro da preocupação de duzir custos e permitir à opt dora incorporar mais benefíc que afetem a percepção do us rio, a Nortel Brasil tem uma lii de equipamentos para redes i ticas já instaladas em diver operadoras do país. São sisten que prometem melhor utili ção da fibra óptica, possibilit do até dez vezes mais banda bre a mesma fibra. Por meio economia de energia, obtida equipamentos mais eficiente que consigam substituir elemi tos da velha geração, reduzin custos de operação e manuti ção da rede, são feitas propôs de substituição de redes legad Isso com retorno de investim< to em aproximadamente 12 n ses a 18 meses, somente consi< rando as economias de OPEX j rada não só pela redução do i mero de elementos, n também pela eficiência energí ca e a economia em manutenç e operação, destaca Patrícia V Io, diretora de vendas de servi»; da Nortel.