Por Computerworld Online
Grupo AES enxerga PL 29 como oportunidade de negócios
As empresas de telecom do grupo AES Brasil analisam o projeto de lei 29/07 (PL 29) - que regulamenta o mercado brasileiro de TV por assinatura e permite a entrada das operadoras de telefonia nesse segmento - como uma oportunidade. Isso porque, caso seja aprovado no Senado, o documento permitirá que a companhia negocie seus links de fibra óptica para que as teles trafeguem vídeos em alta velocidade.
O PL 29 foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados, depois de três anos de tramitação. O texto ainda depende de apreciação do Senado para depois ser encaminhado para sansão presidencial. E apesar de não existir uma previsão de quanto tempo levará até que o projeto seja aprovado, a AES Eletropaulo Telecom e AES Com já traçam planos para atender à demanda pelos novos serviços.
As duas empresas de telecom do grupo AES fornecem links de comunicação para provedores de internet, operadoras fixas e móveis na Grande São Paulo e na região metropolitana do Rio de Janeiro. Juntas, as companhias somam uma rede de fibra óptica com mais de cinco mil quilômetros e que cobre 12 cidades.
“Achamos que o se o PL 29 for aprovado haverá uma grande demanda por serviços convergentes, mas as redes das operadoras não estão preparadas para suportar o grande volume de tráfego em vídeo”, diz o diretor de desenvolvimento e expansão de negócios da AES Eletropaulo Telecom, José Eugênio.
Segundo ele, as redes ADSL das teles fixas, as de cabo das operadoras de TV por assinatura e as de 3G das empresas de celular são limitadas para transmissão de vídeo em alta velocidade. Na sua avaliação, até mesmo as futuras infraestruturas para 4G baseadas na tecnologia Long Term Evolution (LTE) têm restrição para esse tipo de aplicação. Eugênio aponta que a fibra óptica representa hoje a tecnologia mais adequada para suportar os serviços multimídia.